PORTA DE ENTRADA. OBRIGADA

Hey, todos vocês pecadores

Deixe a luz entrar em vocês

Hey, todos vocês que amam

Deixe a luz penetrar seus corpos

Hey, todos vocês assassinos

Deixe a luz tomar conta de vocês

Hey, crianças, todas vocês!

Mantenham a luz dentro de vocês.

É melhor!Pois há um monstro vivendo

embaixo de minha cama

E ele vive sussurrando em meu ouvido

Mas também há um anjo

com sua mão em minha cabeça

E este anjo diz que

não preciso temer nada

Há trevas bem no fundo de minha alma

Mas ainda tenho um propósito a servir

Então deixe sua luz brilhar,aqui para dentro de meu corpo

Deus,não me deixe perder a paciência

Todos nós brilhamos como

se fossemos estrelas

Depois perdemos esse brilho....

Novembro 22, 2009

Continuo Amar.

As sem-razões do amor



Eu te amo porque te amo,

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)


  • a cada instante de amor.



Carlos Drummond de Andrade

Novembro 15, 2009

Brilho atrapalha.








Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na câmara dos comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho põe a mão no ombro de Churchill e disse em tom paternal: "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isto é imperdoável!! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo uns trinta inimigos. O talento assusta".



Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira tão difícil. Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil. Não é demais lembrar a famosa trova de Rui Barbosa: "Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que burrice é uma ciência".



A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Temos que admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder.



Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar.



Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis as legiões dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precise fingir de burra se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras.



Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante! Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida. Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues... "Fingi-te de idiota, e terás o céu e a terra". O problema é que os inteligentes gostam de brilhar! Que Deus os proteja, então, dos medíocres!



texto recebido por Email sem autoria

Novembro 06, 2009

MINHA GENTE.





A lenda do primeiro gaúcho

Século XVIII.



Uma partida de brasileiros atravessa as verdejantes campinas do Rio Grande do Sul. Impulsionados pela necessidade de braços para as lavouras, buscam o índio. Hão de avassalar as tribos ocupantes daquela região. Com esta disposição, viajam bem municiados e armados.



Os índios minuanos, avisados pelas sentinelas da aproximação dos brancos, montam em seus fogosos cavalos e, armados de flecha e boleadeiras e lanças, deixam seu acampamento e rumam para as coxilhas.



Ao avistar os brasileiros se aproximando, os índios usam de sua tática de ocultar-se ao longo do dorso dos cavalos. Destarte, dificilmente seriam descobertos pelos inimigos.



Imóveis, esperam eles o momento azado para atirar-se sobre os viajantes.



Os brasileiros não são conhecedores dos hábitos e da tática empregada pelos índios habitantes das campinas do Sul. E avistando à distância o bando de cavalos pastando, tomam essa direção, muito senhores de si.



Assim, ao se aproximarem os brasileiros, os índios despencam-se nos seus animais do cimo das coxilhas, em galopada, investindo contra os brancos com furiosa saraivadas de flechas. Respondem estes com tiros de armas de fogo. Nova investida dos índios, agora se servindo-se das lanças, obriga os invasores a fugir em desordem.



Caído por terra acha-se um moço ferido. Ao seu lado uma jovem índia minuano. Fascinara-a a coragem do estrangeiro.



O brasileiro sabe da sorte que o espera. E, interrogando a moça quando será sacrificado, responde-lhe esta que nada tema, pois estará a seu lado. Anima-o com palavras confortadoras, cheia de simpatia e compaixão pela sorte do estrangeiro.



O prisioneiro é levado para o acampamento dos minuano. Enquanto esperam que se cure da ferida para sacrificá-lo, dão-lhe toda liberdade sob vigilância das sentinelas.



O jovem branco resolve fazer uma viola. Uma tarde, à sombra de uma árvore, com a pouca ferramenta de que dispõe, a muito custo vai improvisando um rústico instrumento. Inicialmente aparelha, em forma de espessa tábua, uma pau de corticeira. Cava-a dando-lhe a forma de viola. Coloca uma tampa com abertura circular para dar vibração ao som das cordas. Para colar a tampa emprega o grude de parasita sombaré, das árvores da serra. E da própria fibra da parasita ele prepara as cordas para o instrumento.



A índia já lhe tem muita amizade e está sempre ao seu lado nas horas de folga. Enquanto o vê trabalhar, canta-lhe suavemente um canto doce e pitoresco da gente minuana.



Ainda não passara um lua, e já, na grande ocara do acampamento, celebra-se o ritual do sacrifício.



Amarrado a um tronco está o prisioneiro.



Todos os índios da nação, reunidos em volta dele, dançam e cantam a sua morte. De quando em vez, passam, de mão em mão, cuias contendo delicioso vinho fabricado com o mel eiratim.



Há um silêncio de morte em todo o acampamento. O chefe minuano ordena que soltem o prisioneiro e tragam-no à sua presença.



Fitando o moço bem nos olhos, assim fala o cacique:



-Que aos teus irmãos sirva de lição esta última derrota. Que não nos tornem a vir incomodar. Os que vierem nestes campos buscar escravos, hão de ser esmagados pelas patas de nossos cavalos. E tu, pagarás com a morte a tua audácia e a dos teus!



Contudo, o chefe minuano diz ao condenado que faça o seu último pedido.



Surpreende-se o branco com tal gesto. E, dotado de uma inteligência não vulgar, num relance percebe como poderá livrar-se da morte. Sabendo da emotividade e a influência que exerce a música sobre aquelas criaturas, pede que lhe tragam o seu instrumento de cordas. Quer tocar pela última vez. Cantar uma balada de sua terra.



É a jovem índia quem lhe traz a sua viola, debaixo dos olhares curiosos dos índios.



Cheio de fé, o moço pega da viola. Depois de alguns sonoros acordes, entoa uma canção. E o ricto bárbaro daquelas fisionomias rudes transforma-se como por encanto.



Ouve-no com enlevo, exclamando a todo instante: - Gaú-che! Gaú-che!... o que significa: gente que canta triste.



Sensibilizados pela doce cantiga do condenado à morte, os índios intercedem para que o sacrifício seja revogado.



E, assim, o brasileiro fica morando com os minuanos.



Enamorado da jovem índia, casa-se com ela. E dessa bela união, do elemento branco com a indígena, resultou o tipo desse homem extraordinário que se chama gaúcho.



(Extraído de LESSA, Barbosa. Antologia Ilustrada do Folclore Brasileiro)





Outubro 30, 2009

CAMPOS NEUTRAIS, INÍCIO OU FIM.




Pois e não é que novamente estoi a cá, junto das capivaras, das gentes mais ao sul do sul, gente que gerou o gaúcho mais guapo, livre, miscigenação única, reunião de tipos e etnias que deu como resultado este povo Mergulhão, povo que agora me acolhe, povo pelo qual tenho respeito e gratidão. Aqui, o lugar escolhido para colocar em prática um desejo de criança,um sonho que surgiu a partir das luzes azuis dos olhos de minha avó, Dª Picucha, mulher gaúcha de quatro costados, parteira, benzedeira, rezadeira, tinha o dom de conversar com os ventos,assoprava e varria almas penadas,tirava mau-olahado de recem nascidos, descobria bruxas nas dobras das roupas no varal... alimentava sapos com pão dormido molhado em leite fresco da vaca Brasina,a pessoa que sempre era chamada quando alguém sem condições necessitava de cuidados especiais.Foi nos olhos dela que eu enxerguei a verdadeira compaixão e compaixão é assim, é feito vício, só não reconhece que necessita quem não conhece.
***
Um dia no ano passado, escrevi um scrap à um amigo... eu dizia que sentia saudades, de sentar no cordão da calçada, vendo a gurizada brincando e gritando atrás de uma bola, rua de chão batido, neguinho de pé descalço, as mães chamando os filhos para jantar...taí tô aqui para o que der e vier... la nave vá.
***

As terras entre a foz do arroio Chuí e o arroio Taim foram considerados “Campos Neutrais, para impedir choques entre os exércitos coloniais de Portugal e Espanha.

Nestes territórios, nem um, nem outro poderiam estabelecer tropas ou acampamentos, nem sequer criar povoados. Somente em 1821 os “Campos Neutrais” foram anexados ao Brasil.

A demarcação do povoado aconteceu em 1852, e no dia 19 de dezembro de 1855 foi o mesmo fundado por Manoel Corrêa Mirapalhete, grande fazendeiro da região.

Trinta e três anos depois, em 1888, o povoado foi elevado à condição de cidade. Cabe salientar que na virada do século, os imigrantes italianos que aportaram em Santa Vitória do Palmar, tiveram considerável influência na formação de seu povo.

Sua importância histórica, sua riqueza agropastoril, beleza panorâmica com pradarias de grama natural, as duas lagoas, Mirim e Mangueira e as lindas praias no oceano Atlântico fazem desta região uma das mais interessantes do estado.

Lagoa Mangueira:
Suas margens são das mais belas do mundo. Com seus 123 kms de comprimento atingem em algumas partes 30 km de largura ficando localizada entre as dunas que separam o município do oceano Atlântico e as imensas pradarias do seu território. Estas águas de cor verde-clara são também um incentivo a prática da pesca e ultimamente e as trilhas de turismo ecológico.

Reserva Ecológica do Taim:
A mais importante do Rio Grande do Sul, fica a 120 km da cidade com aceso direto pela BR. 471. São cerca de 33.000 hectares, num ecossistema dominantemente pantanoso, com vegetação e fauna típica.

Belos bosques circundam os banhados em anéis de figueiras e corticeiras que sede lugar as dunas na extensão intermediária com as praias litorâneas.

Aves aquáticas de numerosas espécies habitam os banhados além de inúmeras outras espécies de aves migrantes dos frios do sul destacando-se o Cisne de Pescoço Preto. Esta reserva é conhecida, admirada e estudada por turistas e pesquisadores de todas as partes do mundo.
***
O Coscoroba que tambem é conhecido como Cisne de Pescoço Preto, foi motivo de estudos pelo pessoal da zootecnia da UFRGS, mais o Scherer do Cema, Carlos Ruchel Oceanografo, eu e minha querida amiga Lígia Bignhetti, fotografa já falecida,a gente formou uma bela equipe que por dois anos acompanhou desde o acasalamento até a eclosão dos ovos e voo dos filhotes nascidos no Taim, tempos lindos aqueles, tantos sonhos, planos, sentimentos de amizade. Oxalá eu possa ainda ser a mesma criança cheia de sonhos de evolução. UCA

Outubro 06, 2009

Dia da criança quando????


Você gosta de crianças?????



Declaração dos Direitos da Criança foi adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil.
VISTO que os povos da Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla,
VISTO que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição,
VISTO que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive proteção legal apropriada, antes e depois do nascimento,
VISTO que a necessidade de tal proteção foi enunciada na Declaração dos Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bem-estar da criança,
Visto que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,
ASSIM, A ASSEMBLÉIA GERAL
PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:
PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
PRINCÍPIO 2º
A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal, em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.
PRINCÍPIO 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.
PRINCÍPIO 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especial, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.
PRINCÍPIO 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.
PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.
Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.
A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
PRINCÍPIO 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.
PRINCÍPIO 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.
Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.
PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

Outubro 03, 2009

Anjos que nos aguardam - Teoria dos 6 elos.

Seis graus de separação é uma teoria que tenta provar que o mundo é uma rede. Esta teoria assegura que todos nós estaríamos conectados com qualquer pessoa do planeta através de uma corrente de contatos que tem no máximo seis componentes (embora algumas pesquisas recentes revelam que o número exato seria sete). Ou seja, entre nós e o resto do mundo há, quando muito, outras cinco pessoas que se conhecem entre si. Pois bem, um estudo sugere que esta idéia não está tão longe da realidade, ao menos para a metade do mundo que tem acesso a Internet.Foram os pesquisadores da Microsoft que ressuscitaram uma teoria que, até o momento, parecia mais uma lenda urbana que um fato demonstrável. Eric Horvitz e Jure Leskovec, técnicos da multinacional, chegaram à conclusão de que são necessários somente 6,6 passos para nos conectar com qualquer pessoa do mundo após analisar todas as conversas que tiveram durante junho de 2006 através do messenger (MSN). Ao todo, foram produzidas 30.000 milhões de contatos entre 180 milhões de pessoas. O banco de dados usado por Horvitz e seu colega envolveu toda a rede de mensagens instantâneas da Microsoft - cerca de metade de todo o tráfego de mensagens instantâneas do mundo - enviadas em junho de 2006. Para o estudo, duas pessoas foram consideradas conhecidas se tinham enviado ao menos uma mensagem instantânea uma à outra.Tentando chegar ao menor número de elos da corrente necessários para conectar todos os usuários incluídos no banco de dados, os pesquisadores concluíram que a média era de 6,6 elos e que 78% dos pares poderiam ser conectados por sete ou menos pessoas.Essa teoria também é provada pelo uso das redes de relacionamento, como o Orkut. A base de funcionamento do Orkut é a própria teoria, pois graças a ela o engenheiro de software responsável pela rede de relacionamentos, Orkut Buyukkokten pôde estabelecer uma relação intermediária entre todos os usuários.A popularidade da crença no fato de que o número máximo de passos entre duas pessoas é 6 gerou desde então diversas produções abordando esse tema. Abaixo o trailer de "Six Degreees", de junho de 2008. A teoria dos seis graus de separação foi criada pelo psicólogo americano Stanley Milgram após uma série de experimentos conhecida como Small World (mundo pequeno) onde ele pedia a uma pessoa que passasse uma carta a outra, desde que essa outra pessoa fosse conhecida. O objetivo era que a carta chegasse a uma determinada pessoa (alvo), desconhecida da primeira, que vivia em uma outra cidade. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo.Assim por exemplo, a relação existente entre mim e o presidente Barack Obama é a seguinte: Eu[1] tenho um amigo[2] em comum com um deputado estadual[3], que por sua vez é conhecido do governador Aécio Neves[4] que tem relações com o presidente Lula[5] que conhece e têm um laço de "amizade política" com Obama[6]. Nesse caso, apenas 4 pessoas me separam do homem mais poderoso do mundo. Espero que com o passar do tempo esse número possa diminuir ainda mais.Parece impossível que a totalidade da população mundial esteja interconectada tão só por seis graus de separação, já que existem certas populações que nunca tiveram contato com pessoas fora de sua própria cultura, como é o caso de algumas comunidades isoladas. No entanto, atualmente essas comunidades estão estimadas em 66 milhões de pessoas. Portanto, é possível pensar que mais de 99% da população mundial possa, sim, estar conectada desta forma, já que seria apenas 1% da população da Terra na qual não se poderia aplicar a teoria. Com informações da BBC Brasil Postado por Israel Batista.

Setembro 28, 2009

Primavera que te quero ver, sentir e amar.


Alberto Caeiro

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme

Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria

E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.

Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.

Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Diferenças de um mundo indiferente.

Diferenças de um mundo indiferente.
Por onde andam nossas almas, por onde pairam nossos olhos ao ver todas estas tantas vidas, todas estas mensagens de dor, todos estes irmãos calados pelo horror de ser sofredor, de mãos dadas com a fome vão a vagar pelo mundo num lamento profundo ser eco sem grito, proscritos que são pelo abandono de uma solidão, no rastro sem luz e na escuridão do desalento, continuam perguntando a morte o porque da ainda existencia de vida, na resignação da falta de pão, comem o que acham pelo chão, na amargura da raíz pintam seus corpos já entregues e conduzidos pela sequencia da dança do desespero continuam a vagar e no seu peito a embalar o amor de um filho já banido pelo desterro da estrela guia da vida.

Homens que amam de verdade e com coração.




Toda vez que ouço esta música passo a ter mais e mais certeza de que existem homens que amam de verdade e com coração, com espírito de solitude, paz interior, gerados que foram a partir de um encontro de amor, rezo para que meus filhos possam se sentir homens por inteiro, que saibam devolver com doçura e paixão todo amor que recebem de suas mulheres, que cantem e encantem seus amores com palavras de carinho, pois só assim poderão atuar verdadeiramente como seres humanos dignos de um amor de amor - UCA


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Baby Boombers brotada às margens do lago Guaíba em Itapuã, cresci na mata mas fui ao mundo "exterior" nos idos anos 70, uma loka de cara que chega até os dias de hoje, autêntica, inquieta, tecnopagã, democrática de esquerda, Espanhola de origem Basca, Portuguesa Açoriana por adoção, sou pessoa do bem, apaixonada pela vida, jubilada em Física Quântica, adoro uma polêmica, discuto até com minha sombra. O coração é tamanho GG e por pura opção continuo radicalmente acreditando na evolução.
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